sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Se a Globo não mostra, o Plínio coloca no ar!

O horário político eleitoral começou nesta semana e é um espaço destinado aos candidatos aos cargos políticos para divulgarem os seus projetos de governo. Quase sempre as propostas e promessas são as mesmas, como melhorias na educação, na saúde, aumento emprego, melhores condições moradia. E consequentemente as propagandas não variam muito, e mostram trabalhadores com carteiras de trabalho nas mãos, campanhas de vacinação, uma família ‘unida e feliz’ em frente a uma casa, ou seja, imagens que irão submeter o eleitor as propostas de cada candidato.

O que ninguém esperava é que algum candidato fosse tocar no assunto de políticas voltadas aos LGBT’s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transformistas e Travestis) no primeiro dia de campanha no horário político eleitoral. E assim aconteceu, a cena mostrou um beijo gay entre dois rapazes e faz parte do vídeo da campanha eleitoral do candidato a presidência da república, Plínio Arruda (PSOL).

As reações, como sempre, são as mais diversas, e é fato que ninguém é obrigado a concordar com essas políticas de governo voltadas aos homossexuais ou qualquer outra proposta apresenta por algum outro candidato. Mas cabe sim, aos nossos futuros representantes políticos incluir milhares de brasileiros (gays) em suas campanhas eleitorais.

Veja o vídeo:



Em tempo: O candidato Plínio Arruda, não foi convidado para participar do debate eleitoral entre os candidatos a presidência da república promovido pela “Folha de S. Paulo” e pelo UOL. Mas quem foi que disse que ele iria ficar fora dessa? Plínio através de seu twitter promoveu um ‘tuitaço’ com o apoio e participação de várias internautas e durante todo o debate, ele foi fazendo comentários sobre os assuntos discutidos por Marina, Serra e Dilma. O candidato conseguiu chegar a primeira colocação do trending topics no Brasil e na oitava posição mundial. Empolgado com a ideia, Plínio declarou “Se não me convidarem para os debates, eu entro pelo Twitter”.

Um comentário:

Patrícia Marques disse...

Olá Bruno! Gostei da notícia. Penso que demorou muito para um candidato pensar nesse eleitorado. Se é estratégia de marketing, se é consciência ou mesmo provocação, não importa muito. Na minha opinião, o mais válido é pensar em algo que ninguem propôs e ousar colocar no ar. Acredito que ele não ganhará a eleição, porém tenho certeza que será lembrado por suas atitudes e provocações, além, claro, de tirar alguns votinhos preciosos dos candidatos mais fortes. Até mais.